O Natal nas empresas em tempos de pandemia

A forma como vivemos o Natal, a verdade como celebramos o Natal, faz diferença na forma como estamos na empresa, na forma como demonstramos a unidade da nossa vida pessoal e profissional.

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Na maioria das organizações, a época Natalícia tem rotinas pré-definidas, que funcionam como uma forma de motivação e agradecimento aos trabalhadores pelo ano decorrido, contribuindo para promover o espírito de solidariedade e de maior proximidade entre todos. Neste ano, em que nada é como foi, onde o confinamento impera, onde as habituais festas de Natal não podem ser realizadas, onde muitos trabalhadores estão em casa, como podemos viver o Natal? E como gestores católicos, como devemos viver o Natal nas empresas?

Com o confinamento a tornar-se uma quase normalidade, e com os alertas de que este ano o Natal terá, forçosamente, de ser diferente, como é que podemos viver o Natal nas empresas? Sejam as que mantêm o regime presencial, mas que não podem contrariar a proibição de ajuntamentos, não podendo, por isso, organizar os habituais almoços ou jantares de Natal, sejam as que têm os seus trabalhadores em casa, há uma questão que se impõe: depois de quase um ano em que praticamente todos os domínios das nossas vidas foram afetados de diversas formas jamais imaginadas, mantém-se o ambiente e a vontade para algum tipo de celebração?

De acordo com vários inquéritos que têm vindo a ser realizados sobre esta questão, as opiniões dividem-se. Se, por um lado, existem muitas empresas cujos empregadores e colaboradores concordam que não há espírito ou condições para festejar a quadra natalícia, outras tantas há que consideram que este ano, mais do que nunca, é crucial que exista um sinal de “união” ou de “proximidade” depois de todo o distanciamento e dificuldades que marcaram o ambiente organizacional ao longo dos últimos meses.

Muitas das empresas que já optaram por não festejar a data, a forma que arranjaram para reconhecer o esforço adicional que representou trabalhar em condições radicalmente novas para muitos dos seus trabalhadores está a ser materializada através da oferta de cabazes de Natal, de vales em compras, de cursos de âmbito profissional, ou pessoal, os quais são enviados de forma personalizada para as suas residências. Existem outras empresas que utilizam o dinheiro da festa de Natal para oferecerem vouchers para refeições da família nos restaurantes locais. Todos estes procedimentos contribuem para ajudar a economia a recuperar. Outras empresas estão ainda a optar, com o envolvimento dos seus colaboradores, por entregar o dinheiro habitualmente gasto, a instituições de solidariedade social, contribuindo assim para minimizar a crise agudizada pela pandemia.

Ideias relevantes e com muito significado que podem ajudar a ultrapassar este Natal confinado nas empresas, espalhando um sentimento de pertença, de solidariedade e de proximidade.

Mas a todas estas ideias a ACEGE acrescentou a ideia original para promover e reforçar a celebração do Natal de propor aos seus associados a construção de um presépio nas empresas, promovendo para tal um concurso de presépios nas empresas a nível nacional.

Uma ideia que procura afirmar de forma clara e simples o centro do Natal, o facto real que está na sua origem e que lhe dá todo o sentido: O nascimento de Jesus.

O presépio é, assim, um símbolo que nos centra no essencial deste Natal, que nos relembra valores centrais da nossa vida de empresários e gestores, que nos recorda que todos somos iguais em dignidade, como filhos de Deus.

A forma como vivemos o Natal, a verdade como celebramos o Natal, faz diferença na forma como estamos na empresa, na forma como demonstramos a unidade da nossa vida pessoal e profissional. 

Santo Natal