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“Ser membro da ACEGE é e será sempre um desígnio de Deus…”

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Acácio Faria Lopes

É sempre um mistério o que Deus pretende de nós. De igual modo é sempre uma Graça o Dom que Deus nos dá para termos a nossa vida e a nossa alma abertas aos desígnios que Ele tem sobre nós.

Ser membro da ACEGE é e será sempre um desígnio de Deus, que nós nem sempre somos capazes de explicar.

Porque foi Deus que nos convidou e mostrou esse caminho de vivência, sabemos sempre que Ele nos quer bem, e como tal, estamos tranquilos pelo nosso sim, embora saibamos que essa decisão é sempre corajosa, mas amada pelo Afecto infinito do Pai.

De resto o Amor de Deus é tão sublime que o entrega nas nossas mãos “braços” para o trabalho que Ele precisa para a continuação da Obra da Criação. A ACEGE é um dos instrumentos e nós seus operários. Também eu procuro fazer parte dessa Obra, e não desiludi-Lo.

Esta decisão implica sempre desafios. Mas também aqui, quando chamados a funções de responsabilidade temos que tomar a mesma atitude de Pedro, e receber as “chaves “, com humildade, para a construção do projecto que Deus colocou nas nossas mãos. Com certeza que não é tarefa fácil. Nesta sociedade do conforto e da futilidade, que também nos ameaça e corrompe, faz perturbar os nossos corações e muitas vezes vacilamos. Mas isto significa que além de todas as nossas naturezas, somos sobretudo humanos. Deus sabe isso. Por isso não devemos ter receio do erro ou da incapacidade. Deus compensa estas deficiências e dá-nos a força do agir e a sabedoria do bem.

Isto só tem sentido porque este projecto é dirigido aos homens, vistos como o Evangelho os retracta e trata: o próximo.

A ACEGE, como obra de Deus, e como Seu projecto, recuperou a função trabalho e quis dignificá-la. Fazer entrar Deus nas Empresas e procurar pulverizá-Lo em todas as suas circunstâncias, sobretudo nos relacionamentos. É esta valorização, que faz com que os bens relacionais sejam o maior activo e a “pedra angular” no conceito e no desenvolvimento das empresas. Como não há sociedade sem pessoas, não há empresas verdadeiras e justas sem o selo permanente dos relacionamentos vistos à luz da Doutrina Social da Igreja – “ Amai-vos uns aos outros como eu vos Amei” – . Saibamos ter presente que este novo paradigma, mais do que uma revolução, … é a solução!

Este novo paradigma terá que ver a luz do dia. Como os discípulos, teremos que ir para a praça pública. É um “produto” demasiado nobre e de valor incalculável para fazer parte de algumas mentes brilhantes ou permanecer em belos livros e em não menos belas bibliotecas.

Toca-nos a responsabilidade de publicitar e partilhar esta boa nova a todos os agentes económicos, desde empresários a funcionários, desde simples e incógnitos trabalhadores a líderes influentes.

Importa organizar acções públicas – simpósios, workshops, palestras, conferências, meios de comunicação social e redes sociais. São meios importantes, assertivos e eficazes.

Deixei o mais importante para o fim, pela sua eficácia, precisão e inatacabilidade – o testemunho.

De facto é este método que me toca mais. Sendo o mais difícil e muitas vezes o mais penoso humanamente – implica humildade, perdão, exigência, saber perder, sacrifício pessoal e familiar…, – é o mais profícuo, tendo como recompensa a felicidade e o cêntuplo. Parece um absurdo, mas é o único caminho para a eternidade.

Mas vale a pena? Aqui iria mais longe do que o nosso Fernando Pessoa. Para além da Alma somava o Bem.

A minha experiência de gestor ditou-me que numa empresa gerida com Alma e ”Bem”, todos os intervenientes nesse processo são agraciados com o “pão nosso de cada dia”, com dignidade, honra e felicidade. É uma família de homens e mulheres que procuram, apesar dos defeitos e incapacidades, ir ao encontro do outro, do próximo, procurando a alegria e a felicidade.

Da parte da empresa, e em consequência destes relacionamentos – onde existem alegrias e dores, naturalmente -, lucra de modo que não conseguiria de outra maneira, fossem quais fossem os gurus a ditar outras práticas.

A produtividade aumenta, os clientes são mais fiéis, a motivação aumenta, o produto é entregue com melhor qualidade, os conflitos são resolvidos mais facilmente, os problemas e demais dificuldades com os stakolders são solucionados com mais eficácia… a riqueza produzida é maior. Os lucros são divididos mais equitativamente.

Qualquer gestor procura “esta empresa”. A ACEGE trabalha para que este paradigma seja uma realidade. Sabemos que não é fácil, mas é preciso começar … Deus dá uma ajuda. Aliás, não é este o Seu projecto de empresa?