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Que este seja um tempo de alegria

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João Pedro Tavares, presidente da Associação Cristã de Empresários e Gestores

Queridos Associados e Amigos

Gostava de vos deixar uma nota, chegado o período em que normalmente nos retiramos para férias, para descanso. Um dos propósitos que temos na Direcção da ACEGE é o de sermos mais próximos dos nossos associados. Foi esse o propósito de diariamente partilharmos uma oração, pensamento, frase, que nos inspire ao longo do dia e que em Agosto, estará “de férias”. Mas também temos mantido contactos pessoais e próximos, junto dos núcleos ou em reuniões e encontros, apercebendo-nos da multiplicidade de situações de vida dos nossos associados. Desde logo, em múltiplas gerações distintas, experiências de vida, realidades profissionais, dispersão geográfica. Em muitos destes contactos, confirmamos a enorme consciência de, cada um, cumprir uma missão através do seu trabalho, numa responsabilidade que nos é delegada, sabendo a meta que almejamos. Mas sabemos que existem também, situações de menor esperança, muitas vezes escondidas na sociedade, de sofrimento ou desencontro, mas que sabemos temporárias e que nos preparam sempre para uma ventura futura.

Neste tempo de férias, irei acompanhado pela “Alegria do Amor”, do Papa Francisco, procurando que nesta leitura e meditação este possa ser um lema para este período e para o tempo que aí vem, o de viver em Alegria mas sobretudo, enraizada no Amor. Nos últimos meses fui desafiado por um dos nossos núcleos para partilharmos sobre Misericórdia nas Empresas, tema que não consta de nenhum manual de Gestão ou Economia (recomendo no entanto a “Economia de Francisco”, do João Luís César das Neves, onde consta uma extensa súmula enraizada na Doutrina Social da Igreja e no que tem sido proclamado pelo Cardeal Bergoglio e Papa Francisco, sempre que se refere à Economia). Mas, dizia, para essa partilha usei como ponto de meditação Lucas 10, 25-37 a Parábola do Bom Samaritano, em que dizia: “Um doutor da Lei …” – diríamos hoje, um expert – questionou Jesus sobre os mandamentos e deu uma resposta à altura. Mas, querendo justificar-se (quantas vezes não nos sucede o mesmo…), fez uma pergunta crucial mas infelizmente, de quem não tinha entendido “Quem é o meu Próximo?”…

Para procurar viver esta “Alegria do Amor”, teremos de nos questionar, quem é aquele de quem me faço próximo?…

Mais do que diversão (cuja origem da palavra vem de “divergir”) que este seja um tempo de Alegria, … no amor ao nosso próximo. Sabendo-o edificar, servir, dignificar.

Que tudo esteja enraizado no exemplo d’Aquele que se fez Próximo de cada um de nós.

Desfrutem.
Abraço