Tomada de posição

ACEGE e a visita do Papa Bento XVI

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 A poucos dias da chegada a Portugal de Sua Santidade o Papa Bento XVI, a ACEGE deseja expressar publicamente a profunda alegria que une todos os seus associados e certamente a Nação portuguesa nesta visita histórica.

Esta visita constitui uma oportunidade para todos os portugueses, em particular no momento difícil que atravessamos, escutarem sem filtros nem ruídos de fundo as palavras do Papa e procurarem encontrar nelas a força e a esperança que dele emanam.

Queremos igualmente expressar um agradecimento profundo à Igreja Católica, na pessoa do Papa, pela doutrina sábia e desafiante que propõe a cada um de nós e pela coragem e fidelidade demonstradas na sua defesa.

Não é de mais referir que a Doutrina Social da Igreja é uma proposta extraordinária, que oferece respostas concretas, baseadas no Amor, para a nossa vida em sociedade, incluindo a actividade económica.

Não há contradição entre cristianismo e economia, entre ética e negócios, entre Amor e lucro.

A defesa da dignidade da pessoa humana, em todas as situações, a procura do Bem Comum e o Amor ao próximo tornam as empresas mais fortes e a economia, no seu conjunto, mais sustentável.

Num mundo económico onde muitos procuram, por qualquer meio, sucesso, poder e dinheiro, desprezando os valores e os outros, a ACEGE sublinha a crítica de Bento XVI à obsessão pelo lucro, à falta de ética nos negócios e ao materialismo como referência de vida.

A exigência de Deus é maior do que a exigência dos Homens.

A presença do Papa na nossa Terra confronta, assim, os líderes empresariais cristãos de forma mais exigente, dirijam eles pequenas, médias ou grandes empresas.

Num contexto de vasta pobreza e elevado nível de desemprego, a ACEGE volta a sublinhar que a ética cristã não se esgota no mero cumprimento da legalidade e das deontologias profissionais.

O centro vital da ética cristã é o Amor. No mundo dos negócios tal significa tratarmos os outros que connosco interagem – os trabalhadores, os clientes, os accionistas, os fornecedores, as autoridades públicas, a comunidade em geral – como gostaríamos de ser tratados se nos encontrássemos no seu lugar.

A ética empresarial cristã assenta nos valores da responsabilidade, da integridade e, também, da generosidade.

Se os líderes empresariais agirem em cada uma das suas empresas segundo os valores da ética cristã, darão o mais valioso contributo para vencermos os grandes dramas sociais actuais, nomeadamente a pobreza e o desemprego.