Opinião

A AUSTERIDADE que veio para ficar!

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ACEGE - Núcleo do Porto David Zamith

Devemos agradecer ao Senhor Presidente da Republica pela visão sobre a situação actual de Portugal e das suas sábias palavras sobre a solução de futuro próximo para o nosso País. Como tão bem disse, Portugal vive uma situação grave de Emergência Nacional, como Líderes Empresariais diremos que se mantem numa situação de Falência Técnica, e que só com empenho superior dos principais partidos para um acordo de Salvação Nacional eventualmente conseguiremos sair deste pântano, a que os governos dos últimos 20 anos nos trouxeram. Governações irresponsáveis, com políticos cegos pelo poder e pelas suas benesses, sem conhecimento da realidade do nosso Pais, numa continuada teia de interesses (sómente olhando para os seus interesses – com o dinheiro dos nossos impostos) e num sem fim de corrupções todos os dias presentes na imprensa escrita!

Mas o tão propalado fim negro, chegou. Sim, a Austeridade que veio para ficar, chegou!

Batemos no fundo! O próprio Senhor Presidente da Republica se prontificou em participar nesse acordo de Salvação Nacional, o que só por si mostra o seu elevado sentido de Estadista Responsável. Em paralelo a falta de responsabilidade continua a ser mostrada pelos muitos comentadores políticos, que nos encharcam de retórica balofa e “interessada”, mas preparem-se esses pois a hora da verdade chegou, quer queiram quer não queiram, por culpa das políticas erradas e dos políticos que nos governam vai para décadas…e também pela anuência de senhores comentadores e politólogos, mas não vale a pena virem com mais falinhas mansas pois chegou o tempo de procurarem trabalho!

Claro que existem alternativas, uma é o “dinheiro acabar” e a outra é sermos obrigados a “sair do Euro”!

Os credores mandam e nós vamos ter que ajustar, para Nosso Bem geral futuro, com as Reformas Estruturais a serem implementadas, que os partidos não desejavam porque essas reformas são o sinal do desmantelar do Estado todo-poderoso, nomeadamente pondo fim à contínua criação de “tachos” para alimentar as teias partidárias. Só com a saída do Estado da Economia, com a redução do parlamento, com menos políticos em estruturas inúteis, com a justiça  a pôr no cárcere os corruptos deste País, nova Legislação a Responsabilizar os Políticos, conseguiremos o objectivo dos credores, e da Europa:

Colocar Portugal como um País com Competitividade Interna!

Como empresários temos vivido atónitos com o palavreado fútil e oco, de uma classe beneficiada mas inútil, demonstrativa de uma irresponsabilidade atroz e de uma falta de conhecimento sobre a realidade de Portugal, desvalorizando os perigos da nossa Europa, bem como para o interesse fundamental de focalização nas oportunidades. Como empresários temos vivido sufocados com uma ditadura de impostos, imoral quando comparada com o acarinhar ao sistema financeiro.

Vivemos tempos de olhar mais para o Bem Comum colectivo do que para os interesses e mordomias pessoais, muitas igualmente imorais pela soberba e desperdício, nomeadamente quando Portugal se aproxima dos 3 milhões de Portugueses atolados na Pobreza.

Como nas empresas, é pelo Exemplo que os políticos de devem orientar. Exemplo do Senhor Presidente da Republica com que mostrou ser um Estadista preocupado com o seu País, promovendo soluções reais. Bem-Haja.

Portugal tem que se ajustar a uma nova realidade do mundo global e onde pode, e deve, aproveitar as enormes oportunidades de vantagem de ser pequeno, mas moderno, habituado à flexibilidade de dar resposta rápida às novas exigências do mercado Europeu, ou seja, produzir com qualidade pequenas séries produtivas, exactamente o que os nossos Líderes Empresariais tão bem estão vencendo pelas exportações, lado a lado com um novo mercado Doméstico, estruturado na sustentabilidade financeira e em serviços de qualidade. Mas para que tal se torne uma realidade positiva é imperioso “pôr a casa em ordem”, sendo fundamental que a classe política do arco da governação, seja obrigada a finalmente aprender a partilhar ideias e soluções, numa postura de competências reais e com sentido de responsabilidade:

E onde a única ideologia, presente e futura, só possa ser Portugal!

O Papa Francisco está a dar um mote sábio, a Doutrina Social e Económica da Igreja suporta-o como experiência orientadora de vida para as pessoas, traçando um novo rumo, de sentido virtuoso, onde o NÓS lidere contra o EU, contra o mundo vicioso, corrupto e sujo, para uma aposta de Partilha e de Trabalho para o Bem Comum, como dever de Cristão.

Obrigado Senhor Presidente pela solução apresentada, bem como a para as soluções de futuro próximo tão bem propostas por Vexa.